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Reutilização de Águas Residuais tratadas longe da meta

Posted by eficienciahidrica em 2011/01/24

Em Portugal produzem-se anualmente 450.000.000 m3/ano de águas residuais, sendo que o objectivo passa por, em 2013, chegar à reutilização de 45.000.000 m3/ano (10%). De acordo com a Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR), a evolução registada até ao momento faz antever o incumprimento desta meta: “Para termos uma ideia do que está em jogo, quase se atingiriam os objectivos nacionais se fossem reutilizadas todas as águas residuais produzidas no Algarve”, adianta o regulador ao Ambiente Online,lembrando que, de qualquer forma, a reutilização de águas residuais tratadas não é obrigatória em Portugal.

De uma forma geral, diz a ERSAR, as entidades gestoras se encontram a operar estações de tratamento de média e grande dimensão possuem instalações de tratamento que já permitem a reutilização de águas residuais tratadas para usos próprios. Existem ainda poucos casos em Portugal de reutilização de águas tratadas para outros fins.

Como exemplos: as ETAR de Armação de Pêra utilizam esta água tratada para regar campos de golfe, Vale Faro aposta na limpeza da ria e a ETAR da Quinta do Lago rega espaços verdes urbanos. As próprias entidades gestoras têm desenvolvido iniciativas de reutilização de águas residuais, como a Águas do Algarve, Águas do Oeste, Sanest e Simtejo.

Para os especialistas, as vantagens desta reutilização são óbvias: António Albuquerque, docente da Universidade da Beira Interior, sublinha que às entidades gestoras interessa reduzir a captação na origem e minimizar o impacte ambiental nos meios receptores. A vatagem para o utilizador, diz, está na redução de custos relativamente à água potável. “O desafio passa por aproximar o cliente final do produtor, é necessário existirem projextos de reutilização para serem concretizados,é preciso ver se há compatibilidade de características entre o produto e o uso que o receptor quer fazer dessa água”, defende.

Já Francisco Pinto, antigo docente do Instituto Superior de Agronomia, adianta que para haver uma resposta quantitativa o sector agrícola tem de participar, ao mesmo tempo que têm de ser criadas condições para fazer chegar essa água aos clientes, através de sistemas de adução e distribuição de água para rega. «”sto implica investimentos avultados, já que há um desfasamento geográfico entre os locais de produçao e utilização. Além disto, será necessário oferecer melhores condições de segurança e preço”, admite.

Para o especialista, a reutilização de águas necessita de um adequado suporte institucional que permita a concretização dessa prática em moldes técnica, económica e ambientalmente sustentáveis, “o que dada a complexidade do problema implica um enquadramento que transcende os limites do enquadramento legal e regulamentar dessa reutilização”.

Fonte: http://www.ambienteonline.pt/noticias/detalhes.php?id=10235

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