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“As águas residuais são um recurso hídrico alternativo”

Posted by eficienciahidrica em 2010/07/27

As águas residuais são um recurso hídrico alternativo“. Esta é uma afirmação de Helena Marecos do Monte, docente do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa e uma das autoras do “Guia Técnico sobre Reutilização de Águas Residuais“, que é uma iniciativa da ERSAR (Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos.

Na entrevista concedida ao Jornal Água & Ambiente, do mês de Julho, a professora afirma que “teoricamente as pessoas mostram muito interesse pela reutilização das águas residuais, mas a realização prática não tem correspondido ao interesse demonstrado”.

Sendo o Algarve uma das regiões a nível nacional com maior potencial, devido principalmente aos campos de golfe existentes até à data apenas 3 fazem o reaproveitamento das águas residuais. Houve estudos na área pretendendo saber-se o volume de águas residuais, a sua qualidade, etc. mas a docente afirma que actualmente está “um pouco estacionário novamente”.

Quando se questiona sobre quais as suas principais aplicações, a autora menciona que “o 1.º critério deveria ser reutilizar a água, porque é uma actividade que consome muita água”, embora acrescente que “desde que não haja contacto directo das pessoas com  o que é regado com esta água“, sendo assim necessário tratar o efluente das ETAR mas “um nível menos avançado“. Helena Marecos do Monte faz a destrinça entre a sua utilização dando o exemplo de “se formos  regar um campo florestal para produção de pinheiros… em que não há contacto com pessoas, não precisamos de fazer um desinfecção muito intensa, mas se for para rega de campos de golfe, já é preciso uma desinfecção superior porque as pessoas podem ter contacto com a relva regada“, mas voltando a ressalvar que “não são processos de tratamento fora da prática“.

Também se aborda a questão do consumo de água em nossas casas, dando o exemplo dos nossos autoclismos que “consomem uma grande parte da percentagem da água de que necessitamos”. Mas quando refere a questão do enchimento dos autoclismos afirma peremptoriamente “mas há um obstáculo importante, porque implicaria a existência de uma rede dupla, e isso só é economicamente viável num prédio construído de raíz“. Um outro contra que refere é “para descarga de autoclismos também é preciso um elevado nível de desinfecção, porque há o perigo dos salpicos“.

Fonte: Jornal “Água & Ambiente”, n.º 140 (Julho 2010)

 

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