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Municípios Perdem Mais de 10 Milhões de Euros… em ÁGUA!!!

Posted by eficienciahidrica em 2010/04/29

Média de Taxa de Perdas em 11 Concelhos é de 26%

Onze concelhos da Área Metropolitana do Porto perderam, em 2009, mais de 10 milhões de euros em água. Trata-se de água não facturada, ou seja, comprada aos fornecedores, mas não cobrada. A taxa de perdas média é de 26%, mas há quem atinja os 40%cerca de 10,3 milhões de euros de água não cobrada, no ano passado, dariam, por exemplo, para pagar quase 19 mil subsídios de desemprego, para construir uma ponte pedonal sobre o rio Douro ou para liquidar a obra de reabilitação da Urbanização de Vila d’Este, em Vila Nova Gaia.

Porto, Gaia, Matosinhos, Maia, Gondomar, Valongo, Vila do Conde, Póvoa do Varzim, Santa Maria da Feira, Santo Tirso e Trofa não facturaram cerca de 28 milhões de metros cúbicos de água durante o ano passado. A água não cobrada inclui a cedida a bombeiros, para rega de jardins, lavagens de ruas, entre outras actividades, mas grande parte diz respeito a fugas em condutas, ou seja, desperdício.

Na maioria dos municípios a gestão da água está concessionada a empresas privadas. É o caso de Matosinhos, Vila do Conde, Feira, Santo Tirso e Trofa, a cargo da Indáqua, e de Valongo, entregue à Veolia. No Porto, em Gaia e em Gondomar são empresas municipais que exploram o sector. Na Maia e na Póvoa de Varzim, funcionam os serviços municipalizados. A Águas do Douro e Paiva e a Águas do Cávado são os fornecedores destes concelhos, que vendem a água a 34 cêntimos e a 49 cêntimos o metro cúbico, respectivamente. Para traduzir as perdas de água em euros, o JN multiplicou o volume de água não facturada pelo preço a que foi vendida.

O Porto teve perdas de 32%, inferiores às da Póvoa de Varzim (40%), mas é o concelho onde mais se reflecte o prejuízo: 2,7 milhões de euros de água não facturada. Ainda assim, a evolução nos últimos anos é substancial – tinha 52% de perdas em 2006 – permitindo poupar quatro milhões de euros/ano.

Em Matosinhos, as perdas foram superiores às do Porto (34,7%), mas o prejuízo foi menor: dois milhões de euros. A Indáqua lembra que a concessão arrancou apenas em 2008. No caso de Vila do Conde, uma concessão ainda mais recente (2009), a taxa de perdas é de 29,7%. As concessões mais antigas da empresa do grupo Mota-Engil apresentam melhores resultados: Feira (23,3%) e Santo Tirso/Trofa (17,2%)

A Póvoa de Varzim é o município com a maior taxa de perdas (40%), correspondentes a 980 mil euros de água não facturada. A Câmara está insatisfeita com os números e abriu uma “guerra” às perdas. A estratégia passa por melhorar as leituras, substituir contadores e contabilizar as perdas reais (fugas). O primeiro trimestre de 2010 já aponta para uma diminuição das perdas na ordem dos 3% a 4%, revelou a Autarquia.

Em Gondomar, as perdas são de 30%, a que correspondem 1,2 milhões de euros não facturados. Gaia e Valongo têm 19,8% e 18%, respectivamente. O concelho da Maia é o recordista do combate às perdas: 16,7%, o melhor do país, garante a Autarquia.

Fonte:  http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Porto&Option=Interior&content_id=1554897

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